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  • Edu Brisa

Tem gente que nasce, tem gente que Estreia!

Atualizado: 9 de Mai de 2019

#hmf #semda #chicodeassis #dramaturgiabrasileira #teatro #proaceditais #cti16anos #estréia #novo #teatrobaile



Este projeto tem algumas estreias, seja dos parceiros que chegam e re-organizam o grupo promovendo uma estreia, seja pelo ineditismo do texto, seja porque "o homem não se banha duas vezes no mesmo rio", seja qual for é sempre bom estrear, trazer à tona o nosso novo de novo. E aqui temos a estreante do dia: Na direção deste trabalho Carol Guimaris, nos permite agora experimentar o mundo pelos seus olhos, pela sua imaginação, nos conduzindo à novas estreias!


Coma a palavra: Carol Guimaris!


O-HOMEM-MEGA-FONE

DIÁRIO DE BORDO - CAROL GUIMARIS


01 de fevereiro de 2019

Foi dada a largada!

Quem são esses personagens? Que ambiente é esse? Como criar a partir de um texto já pronto? Quem é o personagem principal? Qual a importância desse “Falador”? Como traçar o melhor caminho para o desenvolver a encenação? O que fazer?!

Essas e outras tantas questões permeiam meus pensamentos desde o dia em que ficamos sabendo do prêmio de montagem do PROAC. E desde de muito tempo, onde me foi dada a função de dirigir esse trabalho. Minha primeira.

Diante de tamanha responsabilidade meus pensamentos já tortos se perdem ainda mais entre desejos, vontades, possibilidades e realidade. Tarefinha árdua a organização dos mesmos!

Sigo em busca de uma criação que atenda aos sonhos, ao lúdico, às metáforas, ao subliminar, às alegorias que são os maiores encantamentos nas artes cênicas para mim.

Sigo em busca do autêntico para o trabalho de um grupo que me é parte essencial da vida.

Sigo. Não há mais retorno.




07 e 09 de fevereiro de 2019 ou PRIMEIRA SEMANA

O primeiro dia de ensaio a gente nunca esquece.

Para contemplar meus desejos e anseios enquanto artista criadora, preparo dois dias de pesquisa sobre nosso “Mega-fone” o “Falador”. Como ele é? como se parece? Como ele afeta todos os personagens e toda a dramaturgia?

A identidade visual é a primeira pesquisa. Ser um megafone tal qual o conhecemos me parece muito fácil e sem muito encantamento para um “personagem” que influencia a ação e re-ação dos demais personagens da trama. Reconhecê-lo em outras formas me faz querer saber o porquê de sua existência e quais as interferências que ele gera. O que é esse megafone? Qual a lógica desse objeto que gera a cobiça e até morte?

A pesquisa é feita através de objetos escolhidos por cada atuador durante um exercício prático e de uma cena que eles mesmos determinaram como importantes. Primeiro individualmente e em seguida eles foram orientados a escolher elementos importantes das cenas que foram vistas e agregar à sua própria cena. E num terceiro momento, os atuadores, se juntaram e realizaram uma cena única.

Os encantamentos floresceram nos devaneios sob minha direção. Ainda me encontro com desencontros da inexperiência e vivências de mais de 30 anos em cena. Me deparo com o cronograma que nos engana quanto ao tempo. Ele se dilui a cada contagem de dias possíveis até a suposta estréia. Que Chronos nos acalante e tenha piedade de nós!




14, 15 e 16 de fevereiro de 2019 ou SEGUNDA SEMANA

O espaço cênico: um adianto para a encenação.

Para começar os trabalhos dessa semana, foi pedido aos atuadores que pensassem o espaço cênico. E como tem muitas variações entre cenas, a última se destaca pela diferença. Ela é um lugar fechado. Um gabinete. Sendo assim, como chegar nesse ambiente? como ele é?

Entender “os fins” nem sempre justificam os “meios”, mas ajuda a esclarecê-los para nós enquanto artistas criadores.

A ideia trazida é um amontoado de paletes com uma cadeira (também feita de paletes) no topo. Dando a ideia de ascensão ao poder.

O segundo passo foi trazer elementos para a criação dos figurinos. Eles teriam que conter elementos lúdicos, mágicos e que expressassem a compreensão individual de cada atuador sobre seu próprio personagem. Para dar andamento a pesquisa dos personagens seguimos na investigação desses atuadores e seus corpos. Como eles se identificam? Como se unem? E num mundo onde tudo é possível como eles podem se portar, falar, caminhar, etc… Essa primeira proposta de figurinos é introduzida durante um exercício de experimentação dos corpos dos atuadores. Como uma roupa, ou elementos nessa roupa podem modificar os comportamentos mais comuns?

Outro segmento foi o de encontrar o espaço cênico da primeira, segunda, terceira e quarta cena. Criar um desenho para essas cenas iniciais e como se relacionar em cena com os figurinos propostos até então. O que eles nos geram como atuadores e espectadores? Esse espaço e esses figurinos nos dizem algo sobre a dramaturgia ou é um amontoado de sugestões sem fundamentos? Pesquisar é preciso.


obs: Estar em grupo sempre gera muito aprendizado e muita criação. Eita coisa linda! Seguimos juntos e isso nos fortalece!




O Homem-Mega-Fone texto teatral de autoria de Edu Brisa, concebido no Seminário de Dramaturgia do Arena, sob a tutela do Mestre Chico de Assis no ano 2009, ganha agora em 2019 sua primeira Montagem.

Contemplado no EDITAL PROAC Nº 01/2018 – PRODUÇÃO DE ESPETÁCULO INÉDITO E TEMPORADA DE TEATRO;

Estreia em Maio de 2019 na SEDE CTI - Rua Oti, 212 - Vila Ré - ZL de São Paulo.



Este blog é um canal para que possamos compartilhar nossa investigação na criação de O HOMEM-MEGA-FONE. É o nosso caderno de trabalho.


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